Em novembro de 2015 fui recomendado para o Merigo pelo meu amigo Zeca Bral (capista anterior do Braincast) para assumir as capas daquele que já era um dos meus podcasts favoritos. Mais de 10 anos e cerca de 450 capas depois, é muito legal olhar pra trás e ver o acervo enorme que tive a oportunidade de criar.
Por isso, em 2025 idealizei o projeto "Capas selvagens para mentes domésticas - Dez anos imaginando o Braincast", um livro que reuniria todas as capas que criei até aqui, junto com textos, curiosidades sobre algumas capas e até QR code para cada um dos episódios. Por vários motivos, precisei pausar esse projeto (e talvez perder o timing dos 10 anos), mas achei que esse acervo era muito legal para não ver a luz do dia, ainda que de forma digital.
Por isso, em 2025 idealizei o projeto "Capas selvagens para mentes domésticas - Dez anos imaginando o Braincast", um livro que reuniria todas as capas que criei até aqui, junto com textos, curiosidades sobre algumas capas e até QR code para cada um dos episódios. Por vários motivos, precisei pausar esse projeto (e talvez perder o timing dos 10 anos), mas achei que esse acervo era muito legal para não ver a luz do dia, ainda que de forma digital.
👁️ Essa foi a 100ª capa que fiz para o Braincast, por isso tem um JB100 escrito em uma das mesas na cena ilustrada.
O Braincast é como uma revista em áudio?
Essa foi a pergunta que me fiz no início de 2020, enquanto visitava a exposição de um designer que, entre outras coisas, criava as capas de um periódico argentino. Enxergar o Braincast como uma espécie de revista semanal me deu vontade de repensar suas capas sob essa mesma lógica. Com mais destaque para o logotipo — que poderia ocupar uma área reservada, as capas poderiam atingir um equilíbrio mais interessante entre identidade visual e impacto editorial. Esse pensamento integrou o processo de redesign da identidade visual do podcast, em 2022.
30m2 de lugar de fala
No episódio 513 do Braincast, "Micro apartamentos: espaço eficiente ou vida apertada?" discutimos o fenômeno dos micro apartamentos e como isso impacta nossa vida e a relação com o espaço urbano. Nessa época eu morava em uma kitinet de cerca de 30m2 no Copan, icônico edifício de São Paulo, o que me garantia meu lugar de fala no assunto. Para a capa, resolvi reproduzir a planta real do meu apartamento, juntamente com um raríssimo autorretrato (que só tinha acontecido antes no episódio 407), um Johnny que tenta se encaixar e acomodar nesse espaço diminuto.
Gostei tanto do resultado que acabei transformando a ilustração e um print fine art e pendurá-lo na parede da minha sala.
Gostei tanto do resultado que acabei transformando a ilustração e um print fine art e pendurá-lo na parede da minha sala.